Há 10 anos, produzindo e analisando dados que revelam desigualdades e narrativas que fortalecem a democracia.
Desde 2016, atuamos na interseção entre jornalismo de dados, pesquisa e incidência para enfrentar um problema estrutural: a falta de dados sobre as desigualdades que atravessam gênero, raça e direitos no Brasil e na América Latina. Onde os dados não existiam, a Gênero e Número ajudou a construir. Onde eram invisibilizados, ajudou a revelar. Onde eram ignorados, ajudou a transformar em debate público.
Ao longo dessa trajetória, nos consolidamos como uma das principais referências em dados sobre gênero, raça e direitos no Brasil, com uma infraestrutura de dados comprometida com a produção inédita de evidências, a tradução de dados complexos e a qualificação do debate público. Nosso trabalho contribui para que desigualdades sejam nomeadas, compreendidas e enfrentadas com rigor, evidência e responsabilidade.
Mais do que analisar dados, desenvolvemos metodologias para produzi-los, especialmente sobre populações historicamente invisibilizadas. É assim que conseguimos revelar o que antes não era contado e apoiar decisões públicas mais justas.
Nesses 10 anos, transformamos dados em narrativas. E ajudamos a transformar narrativas em políticas públicas para garantir direitos de mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+.
Mas esse trabalho não acontece sozinho. Ele exige estrutura, governança e compromisso institucional para existir com consistência, independência e impacto.
Celebrar essa década é reconhecer o que foi construído coletivamente, por uma rede de associadas, equipe, parceiras e financiadores, e afirmar a urgência de continuar.
Porque, diante de desigualdades persistentes e disputas cada vez mais intensas no campo dos direitos, produzir dados, qualificar narrativas e incidir no debate público segue sendo essencial.
Os próximos 10 anos começam agora.