Aborto na Argentina: acesso ao misoprostol no sistema público de saúde

Esta reportagem foi realizada com o apoio da International Women’s Media Foundation (IWMF), como parte de sua iniciativa sobre Direitos Reprodutivos, Saúde e Justiça nas Américas.

Em Buenos Aires, na Argentina,  o acesso ao aborto começa no primeiro nível de atenção à saúde. Em centros de saúde de bairro, equipes multidisciplinares acolhem pessoas que desejam interromper uma gravidez, realizam a orientação inicial, confirmam a idade gestacional e garantem o acesso ao misoprostol — medicamento essencial para abortar de forma segura.

Neste vídeo, a Gênero e Número acompanha o funcionamento de um CESAC (Centro de Saúde e Ação Comunitária), em Buenos Aires, onde a Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez (IVE) é aplicada na prática. Entrevistamos profissionais de saúde para mostrar as etapas do atendimento, o papel do cuidado interdisciplinar e a centralidade do primeiro nível de atenção na garantia desse direito.

A produção complementa a reportagem “Argentina reduz oferta e Brasil mantém restrição a remédio que salva vidas” e faz parte da série “Misoprostol: o mesmo remédio, dois destinos”, que destaca as diferenças entre Argentina e Brasil no acesso ao misoprostol e ao aborto legal, evidenciando como modelos de saúde pública impactam diretamente quem consegue, de fato, acessar esse direito.

Expediente da Gênero e Número

Direção de conteúdo e vídeo Vitória Régia da Silva
Pesquisa e reportagem Aline Gatto Boueri
Edição de texto Bruna de Lara
Edição de vídeo Miriã Damasceno
Design e Infografia Victória Sacagami e Carlos Carneiro

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Vitória Régia da Silva

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduanda em Diversidade e Inovação Social pela PUC Rio. É diretora executiva da Gênero e Número, organização em que, há mais de oito anos, se dedica à cobertura especializada em gênero, raça e sexualidade, sempre guiada por dados. Também é conselheira da Ajor (Associação de Jornalismo Digital). Coautora do livro Capitolina: o mundo é das garotas (Ed. Seguinte) e colaboradora no livro Explosão Feminista (Ed. Companhia das Letras), organizado por Heloisa Buarque de Holanda.

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