MISOPROSTOL
o mesmo remédio, dois destinos
No mês da luta latino-americana pela descriminalização e legalização do aborto, lançamos nossa série multimídia Misoprostol: um remédio, dois destinos, que traça os caminhos tomados pelo abortivo no Brasil, onde o aborto segue proibido, e na Argentina, onde foi legalizado em 2020.
Estivemos em Brasília e Buenos Aires para investigar as escolhas políticas e sociais que fizeram com que, de um lado, o medicamento fosse criminalizado e empurrasse mulheres para a clandestinidade, e, de outro, se tornasse parte da política pública de saúde e do debate feminista.
Também apuramos como a eleição do presidente de extrema direita Javier Milei tem afetado o acesso ao aborto legal no país vizinho. E, por aqui, como a manutenção do misoprostol na lista de substâncias controladas da Anvisa invisibiliza o aborto medicamentoso, seja ele legal ou clandestino.
Para dar corpo a essa história, ouvimos pesquisadoras, feministas históricas, médicas e parlamentares – além de publicar o depoimento em primeira pessoa de uma mulher que sofreu na pele os mais diversos riscos na busca pela interrupção de sua gestação.
Esse trabalho foi realizado com o apoio da International Women’s Media Foundation (IWMF), no âmbito de sua iniciativa sobre Direitos Reprodutivos, Saúde e Justiça nas Américas.