Vitória Régia da Silva
Há nove anos, a Gênero e Número nasceu com um propósito claro: usar dados, jornalismo e narrativas para revelar as desigualdades de gênero, raça e sexualidade no Brasil e fortalecer o debate público com informação qualificada. Desde então, nos mantemos firmes nessa missão, produzindo reportagens, pesquisas e conteúdos multimídia que pautam agendas e inspiram mudanças.
Ao longo desse tempo, a Gênero e Número ajudou a transformar o jornalismo e o debate público no Brasil. Impactamos a cobertura jornalística, contribuímos para a formulação de políticas públicas e ampliamos as conversas sobre temas centrais para a democracia e a justiça social.
Foi com o Sem Parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia que revelamos o dado de que mais de 50% das mulheres assumiram responsabilidades adicionais de cuidado durante a pandemia, um diagnóstico que ajudou a pautar a Política Nacional do Cuidado. Foi com o Caminhos da Alimentação: o que chega à mesa das mulheres negras que mostramos que mais da metade das famílias chefiadas por mulheres negras enfrentam algum grau de insegurança alimentar.
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E não para por aí: o Mapa Nacional da Violência de Gênero segue revelando desigualdades estruturais e padrões de violência que precisam ser enfrentados. Nossas reportagens sobre justiça reprodutiva, justiça climática, política, violência contra mulheres e meninas e acesso à justiça são exemplos concretos do compromisso que nos move.
Queremos fazer mais. Esses nove anos são apenas o começo de um trabalho que se torna cada vez mais necessário diante dos desafios atuais, um trabalho que seguirá provocando mudanças e defendendo direitos.
Agradecemos profundamente a todas as pessoas que, ao longo desses nove anos, acompanharam nossas produções, usaram nossos dados, citaram nossas pesquisas, compartilharam nossos conteúdos e acreditaram no potencial transformador do nosso trabalho. É graças a essa rede de confiança e engajamento que seguimos firmes, conectando dados, narrativas e impacto.
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Hoje, celebramos nossa trajetória e olhamos para o que vem a seguir: uma nova série de reportagens sobre mulheres negras, mulheres indígenas e justiça climática. Um projeto que expõe as conexões entre desigualdades históricas e a emergência ambiental, mostrando quem está na linha de frente das soluções e quem mais sente os impactos dessa crise.
Mas, para que esse trabalho exista, precisamos da sua parceria. Manter uma redação independente, dedicada à investigação e à análise profunda, exige recursos constantes. É por isso que lançamos nossa campanha de financiamento: cada contribuição fortalece nossa capacidade de produzir jornalismo de impacto, com rigor e compromisso com a justiça social.
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Pix: financeiro@generonumero.media
A minha história com a Gênero e Número é também uma história de compromisso com a transformação social. Estar à frente dessa organização significa colocar minha experiência, minha voz e minha visão de mundo a serviço de um jornalismo que não se limita a registrar fatos, mas que se propõe a transformar realidades. Ao longo dos anos, vi de perto como nossos dados e narrativas fortalecem movimentos, inspiram lideranças e ajudam a construir caminhos para um Brasil mais justo e igualitário.
Pessoalmente, liderar a GN é mais do que um trabalho: é um chamado. É saber que cada reportagem publicada, cada pesquisa divulgada e cada história contada é parte de um esforço coletivo para enfrentar desigualdades históricas e abrir espaço para novas perspectivas. É um privilégio e uma responsabilidade diária trabalhar com uma equipe comprometida, que acredita que jornalismo e dados podem, sim, mover estruturas.
E é justamente por acreditar nesse potencial que preciso dizer, com toda a clareza: este trabalho só continua se contarmos com o seu apoio. Em um cenário global de avanço da extrema direita, autoritarismos, em que os direitos humanos estão ameaçados e sofrem de retrocessos sistemáticos (e em que o apoio da filantropia a esses temas diminuiu consideravelmente), falar sobre gênero e raça se tornou um ato de resistência . Manter uma redação independente, rigorosa e comprometida é uma questão de sobrevivência.
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Se você também acredita que esses dados e histórias precisam existir, apoie a GN agora e nos ajude a seguir revelando o que não pode ser ignorado.
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