Editorial | A Gênero e Número lança sua Política de Uso de Inteligência Artificial

A inteligência artificial chegou ao centro do debate público, cercada de promessas e riscos. No jornalismo e na produção de conhecimento, esse tema exige ainda mais cuidado: a mesma tecnologia que pode otimizar processos também pode reproduzir preconceitos, colocar em risco a privacidade e comprometer a qualidade da informação.

Na Gênero e Número, escolhemos enfrentar esse debate com transparência e responsabilidade. Por isso, lançamos nossa Política de Uso de Inteligência Artificial, um documento que reúne princípios e diretrizes para guiar como a equipe utiliza essas ferramentas em todas as etapas do nosso trabalho.

Essa decisão não nasce no vazio. Nos inspiramos nas políticas já publicadas por organizações parceiras e referências — como o Núcleo Jornalismo e o Instituto AzMina — e também no Guia de Inteligência Artificial para Organizações Jornalísticas da Ajor, construindo uma versão que reflete nossa identidade editorial e nosso compromisso com o jornalismo de dados com perspectiva interseccional. 

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O lançamento da política também dialoga com o momento em que apresentamos nosso primeiro projeto com foco em IA, o Radar Antigênero, plataforma que monitora narrativas antigênero no YouTube em parceria com a Novelo Data. O Radar mostra como a inteligência artificial pode ser aliada na defesa dos direitos humanos, ajudando a compreender estratégias de ódio e desinformação que atacam mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+.

Nossas diretrizes partem de alguns princípios centrais:

  • IA é ferramenta de apoio, não substituto. Toda decisão final e responsabilidade sobre o conteúdo é humana.
  • Transparência e ética guiam cada uso, especialmente no enfrentamento a vieses de gênero, raça, sexualidade e classe.
  • Proteção de dados e privacidade são inegociáveis. Nunca compartilhamos informações sensíveis com sistemas externos.

Autorização e supervisão são obrigatórias para qualquer uso de IA generativa ou automatizada.

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A política detalha ainda como a GN pode e não pode  usar IA em produção editorial, visual, análise de dados e automação. O resumo é simples: usar a tecnologia para potencializar o nosso jornalismo, nunca para substituir a equipe ou comprometer a qualidade do que entregamos à sociedade.

Assim como o Radar Antigênero, esse é um passo importante para mantermos a inovação alinhada com o que sempre nos moveu: produzir informação qualificada e confiável sobre desigualdades, para transformar o debate público.

ler Conheça nossa Política de uso de IA

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Gênero e Número

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