8 Anos de Gênero e Número: Dados por Equidade e Justiça Social

Vitória Régia da Silva

Carolina de Assis

Há oito anos, a Gênero e Número se estabeleceu como a primeira organização de mídia orientada por dados para qualificar o debate sobre equidade, dedicando-se à produção e à análise de informações especializadas em gênero, raça e sexualidade. Desde nossa fundação em 2016, nos tornamos referência no jornalismo de dados e na cobertura de direitos humanos. Oferecemos dados e análises que iluminam desigualdades e violações de direitos, assim como o protagonismo de mulheres e pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+ na luta por justiça social .

Cobrimos temas essenciais, muitas vezes negligenciados ou mal compreendidos. Em 2016, nossa primeira edição tratou das Olimpíadas sob uma perspectiva de gênero, visibilizando discussões como equidade de gênero nos Jogos e a presença de pessoas trans no esporte, temas que voltaram à tona neste ano nas Olimpíadas de Paris.

Ao longo dos anos, abordamos o combate à violência de gênero, expondo as realidades brutais enfrentadas por muitas mulheres, especialmente negras, por meio de reportagens especiais e de projetos como o Mapa Nacional da Violência de Gênero, em parceria com o Instituto Avon e o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado Federal. Também evidenciamos o impacto da desinformação, a instrumentalização da suposta “ideologia de gênero” e da violência política de gênero, por meio da pesquisa “O Impacto da Desinformação e da Violência Política na Internet contra Jornalistas, Comunicadoras e Pessoas LGBT+” e do projeto “Reino Sagrado da Desinformação”.

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Trazemos à tona os direitos sexuais e reprodutivos, tema que continua cercado por tabus e desinformação, com uma cobertura baseada em dados sobre o aborto em diferentes formatos, como o nosso documentário “Verde Esperanza: Aborto Legal na América Latina”, a série de vídeos “Aborto em Pílulas” e reportagens em parceria com outros veículos.

Exploramos o impacto do racismo estrutural, desvendando as camadas de discriminação que afetam as populações negra e indígena por meio de reportagens, pesquisas como “Racismo à Brasileira” e narrativas visuais como “Caminhos da Alimentação: O que Chega à Mesa das Mulheres Negras” e o documentário “CorpoTerritório.

Também damos visibilidade ao cuidado, ressaltando a importância do trabalho frequentemente invisível e não remunerado realizado, em sua maioria, por mulheres. Temos feito isso por meio do espaço de divulgação científica “Teias do Cuidado”, em parceria com o Núcleo de Pesquisas da UFRJ, e produzimos a pesquisa “Sem Parar: O Trabalho e a Vida das Mulheres na Pandemia”, em parceria com a SOF Sempreviva Organização Feminista.

Em nossas reportagens multimídia, pesquisas, relatórios, conteúdo audiovisual e linguagem gráfica, buscamos não apenas informar, mas também engajar a sociedade na luta por mudanças. Nosso trabalho repercute e impacta o debate público brasileiro. Por isso, nesses oito anos, subsidiamos projetos de lei, fizemos denúncias, fomos reconhecidas com premiações dentro e fora do jornalismo, cofundamos a Associação de Jornalismo Digital (Ajor) e fazemos parte da Rede Geração Cidadã de Dados junto com outras organizações.

Nosso trabalho não seria possível sem o apoio de uma rede dedicada de pessoas que nos acompanham e colaboram conosco. Agradecemos a todas as pessoas que participaram da construção da Gênero e Número nesses oito anos. A quem produziu conteúdo, nos deu entrevistas, leu nossas reportagens, assistiu nossos documentários, curtiu, comentou e compartilhou nossos posts em redes sociais, e nos apoiou de diversas maneiras desde 2016: muito obrigada!

E vamos por mais: para seguir por mais oito (ou oitenta!) anos, seguimos precisando da ajuda de quem acredita no nosso trabalho. Manter nossa operação é um desafio constante e ainda enfrentamos dificuldades para sustentar nossas atividades. Junte-se a nós e faça a diferença. Seu apoio é fundamental para que a Gênero e Número continue existindo e realizando esse trabalho de impacto.

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Em 2022, transformamos nossa organização de empresa social para associação sem fins lucrativos, visando garantir longevidade, desenvolver lideranças e promover uma governança transparente e compartilhada. Este processo fortalece nossa capacidade de execução e amplia nosso engajamento com a missão institucional. 

Em 2024, temos uma diretoria executiva madura e estruturada. Consolidamos esse novo modelo de governança com um núcleo que trabalha no desenvolvimento institucional e na captação, além da criação de políticas que norteiam as diferentes áreas da organização.

Para continuar realizando esse trabalho vital, precisamos do seu apoio. Junte-se à nossa campanha de financiamento coletivo. Sua contribuição é essencial para que possamos seguir produzindo e disseminando dados abertos e inéditos que embasam discursos de mudança, democratizando o acesso à informação qualificada e promovendo o letramento de dados.

 

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Vitória Régia da Silva

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduanda em Diversidade e Inovação Social pela PUC Rio. É diretora executiva da Gênero e Número, organização em que, há mais de oito anos, se dedica à cobertura especializada em gênero, raça e sexualidade, sempre guiada por dados. Também é conselheira da Ajor (Associação de Jornalismo Digital). Coautora do livro Capitolina: o mundo é das garotas (Ed. Seguinte) e colaboradora no livro Explosão Feminista (Ed. Companhia das Letras), organizado por Heloisa Buarque de Holanda.

Carolina de Assis

Carolina de Assis é uma jornalista e pesquisadora brasileira que vive em Juiz de Fora (MG). É mestra em Estudos da Mulher e de Gênero pelo programa GEMMA – Università di Bologna (Itália) / Universiteit Utrecht (Holanda). Trabalhou como editora na revista digital Gênero e Número e se interessa especialmente por iniciativas jornalísticas que promovam os direitos humanos e a justiça de gênero.

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A Gênero e Número é uma empresa social sem fins lucrativos que não coleta seus dados, não vende anúncio para garantir independência editorial e não atende a interesses de grandes empresas de mídia.

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